top of page

Coração na Copa: cardiologista alerta para o risco de infarto por forte emoção nos jogos

  • 18 de jun.
  • 2 min de leitura
Foto: Magnific.
Foto: Magnific.

Um susto fora de campo marcou a abertura da Copa do Mundo de 2026. No Estádio Azteca, na Cidade do México, um torcedor de cerca de 40 anos sofreu um infarto logo na entrada, antes do jogo entre México e África do Sul. Graças ao atendimento imediato da equipe médica do local, ele foi hospitalizado e segue em estado estável. O caso acende um alerta sobre um perigo silencioso em grandes torneios: como a forte carga emocional dos jogos pode elevar o risco de eventos cardiovasculares.


Segundo a cardiologista Carolina Thé, do Núcleo TB, situações de intensa excitação, estresse e ansiedade podem desencadear problemas cardíacos em pessoas com fatores de risco ou doenças cardiovasculares já existentes. “A emoção faz parte do esporte e é um dos elementos que tornam a Copa do Mundo tão especial. No entanto, em algumas pessoas, especialmente aquelas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, histórico de doenças cardíacas ou tabagismo, momentos de grande tensão podem provocar alterações importantes na pressão arterial e na frequência cardíaca, aumentando o risco de infarto e outras complicações cardiovasculares”, explica.


Estudos realizados em diferentes países já identificaram aumento no número de internações e atendimentos por problemas cardíacos durante partidas decisivas de grandes torneios. A combinação entre adrenalina elevada, privação de sono, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada pode agravar ainda mais esse cenário. “O coração não diferencia uma ameaça real de uma emoção intensa provocada por um jogo. O organismo libera hormônios como adrenalina e cortisol, que aceleram os batimentos cardíacos e elevam a pressão arterial. Para quem já possui algum comprometimento cardiovascular, esse aumento da demanda pode funcionar como um gatilho para eventos graves”, afirma Carolina Thé.


A médica destaca que a atenção deve ser redobrada entre homens acima dos 40 anos, pessoas sedentárias e pacientes que já possuem diagnóstico de doenças cardiovasculares. Manter a medicação em dia, evitar exageros com bebidas alcoólicas, dormir adequadamente e procurar atendimento ao perceber sintomas suspeitos são medidas fundamentais durante o período da competição.


Entre os principais sinais de alerta para um possível infarto estão dor ou pressão no peito, falta de ar, suor excessivo, tontura, náuseas e desconforto que podem irradiar para braços, costas, mandíbula ou pescoço. “Muitas pessoas acabam ignorando os sintomas por acreditarem que é apenas ansiedade ou nervosismo por causa do jogo. Esse atraso na procura por atendimento pode comprometer o tratamento e aumentar o risco de sequelas. Em qualquer suspeita de infarto, a recomendação é buscar assistência médica imediatamente”, alerta a cardiologista.


 
 
bottom of page