Combate às desigualdades é essencial para prevenir novas pandemias, alerta Unaids
- edufribeiro07
- 17 de dez. de 2025
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A Agência Brasil destacou nesta semana um alerta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), que aponta o combate às desigualdades sociais como um dos principais instrumentos para reduzir o surgimento e o impacto de futuras pandemias globais. Segundo a organização, fatores como pobreza, acesso limitado a serviços de saúde, educação precária e exclusão social ampliam a vulnerabilidade de populações inteiras, criando condições favoráveis para a disseminação rápida de doenças infecciosas em escala mundial.
De acordo com o Unaids, a experiência recente com crises sanitárias demonstrou que epidemias não afetam todas as pessoas da mesma forma. Comunidades marginalizadas tendem a sofrer de maneira desproporcional, tanto pelo maior risco de exposição quanto pela dificuldade de acesso a diagnóstico, tratamento e informações confiáveis. A entidade ressalta que desigualdades estruturais enfraquecem a capacidade de resposta dos sistemas de saúde e comprometem estratégias de contenção, permitindo que surtos locais se transformem em emergências globais.
O alerta destaca que políticas públicas focadas apenas em respostas emergenciais não são suficientes para prevenir pandemias. Para o Unaids, é fundamental investir de forma contínua em sistemas de saúde universais, proteção social, saneamento básico e educação, criando uma base sólida que reduza vulnerabilidades antes mesmo do surgimento de novos agentes infecciosos. A organização afirma que países com maior equidade social tendem a responder de forma mais eficaz a crises sanitárias, reduzindo mortalidade e impacto econômico.
A desigualdade também influencia diretamente a circulação de informações e a adesão às medidas de prevenção. Em contextos de exclusão, a desinformação encontra terreno fértil, dificultando campanhas de vacinação, uso de medidas preventivas e confiança nas autoridades de saúde. O Unaids enfatiza que combater desigualdades é também fortalecer a comunicação em saúde, garantindo que mensagens cheguem de forma clara e acessível a todas as camadas da população.
O relatório aponta ainda que a prevenção de pandemias deve ser encarada como um desafio global, que exige cooperação internacional e redução das disparidades entre países ricos e pobres. Acesso desigual a vacinas, medicamentos e tecnologias médicas foi um dos fatores que agravaram crises recentes, prolongando surtos e favorecendo o surgimento de novas variantes. Para o Unaids, a equidade no acesso a recursos de saúde é um componente estratégico da segurança sanitária global.
Ao reforçar o alerta, a organização defende que a prevenção de futuras pandemias passa necessariamente pela promoção da justiça social. Reduzir desigualdades não é apenas uma questão ética, mas uma medida concreta de proteção coletiva. Segundo o Unaids, investir em inclusão social, direitos humanos e fortalecimento dos sistemas públicos de saúde é essencial para minimizar riscos, salvar vidas e evitar que crises sanitárias se repitam com a mesma intensidade no futuro.





