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Cientistas estudam supercentenários brasileiros para entender segredos da longevidade


Pesquisadores brasileiros e estrangeiros têm concentrado esforços no estudo de supercentenários, pessoas que vivem além dos 110 anos, com o objetivo de compreender os fatores genéticos e biológicos associados à longevidade extrema. Entre os casos analisados está o homem mais velho do mundo, atualmente com 112 anos e residente no estado do Ceará, cuja trajetória de vida tem despertado interesse da comunidade científica.


Os estudos buscam identificar características genéticas que possam explicar como alguns indivíduos conseguem manter a saúde mental e física mesmo em idades muito avançadas. Amostras genéticas desses supercentenários estão sendo analisadas para mapear possíveis variantes associadas à resistência a doenças crônicas, preservação cognitiva e menor impacto do envelhecimento celular.


Especialistas explicam que a longevidade extrema não está ligada apenas à genética, mas também à interação entre fatores biológicos, ambientais e comportamentais. Estilo de vida, alimentação, vínculos sociais e acesso a cuidados básicos de saúde são considerados elementos importantes para compreender o envelhecimento saudável observado nesses indivíduos.


No caso dos supercentenários brasileiros, pesquisadores destacam a relevância do contexto social e cultural. Muitos deles viveram em ambientes com menor exposição a estresse urbano, mantiveram rotinas simples e apresentaram forte integração comunitária, fatores que podem ter contribuído para a manutenção da saúde ao longo da vida.


Os estudos também procuram entender como esses indivíduos conseguem preservar funções cognitivas e autonomia física, mesmo em idades extremas. A análise desses dados pode ajudar a identificar estratégias preventivas e orientar políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável da população, especialmente em um país que envelhece de forma acelerada.


Segundo os pesquisadores, embora não exista uma fórmula única para a longevidade, o estudo dos supercentenários oferece pistas valiosas sobre mecanismos naturais de proteção do organismo. As descobertas podem contribuir para avanços na medicina preventiva e na promoção de qualidade de vida ao longo do envelhecimento.






 
 
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