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Casos e mortes por vírus causador da bronquiolite aumentam mais de 60% no Brasil em um ano


O Brasil registrou um aumento de mais de 60% nos casos e nas mortes causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal agente responsável pela bronquiolite em crianças, segundo dados recentes do Ministério da Saúde. O crescimento expressivo preocupa autoridades sanitárias e especialistas, que alertam para o impacto da doença em bebês e idosos, especialmente durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.


O levantamento mostra que, entre janeiro e setembro de 2025, foram notificados mais de 58 mil casos de bronquiolite grave em todo o país, número bem superior aos 36 mil registrados no mesmo período do ano passado. O total de óbitos também cresceu 63%, com destaque para crianças menores de dois anos e adultos com comorbidades. O aumento coincide com a retomada das atividades sociais e escolares, além de uma menor adesão às medidas de prevenção, como higiene das mãos e uso de máscaras em ambientes fechados.


De acordo com a infectologista pediátrica Dra. Patrícia Matos, do Hospital Albert Sabin, a bronquiolite é uma infecção respiratória que causa inflamação dos bronquíolos os menores canais de ar dos pulmões e pode evoluir rapidamente em crianças pequenas. “O VSR é altamente contagioso e se espalha facilmente por gotículas de saliva e superfícies contaminadas. Em bebês, ele pode causar falta de ar, chiado e dificuldade para se alimentar, exigindo internação hospitalar”, explica a médica.


O vírus sincicial respiratório é responsável por até 80% das internações por bronquiolite e 40% das pneumonias virais em lactentes. Este ano, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o VSR no Programa Nacional de Imunizações (PNI), inicialmente voltada para bebês de alto risco, como prematuros e crianças com cardiopatias. A previsão é de que, até 2026, a imunização seja ampliada para toda a população infantil.


Enquanto isso, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas simples, como lavagem frequente das mãos, ventilação dos ambientes, limpeza de objetos e superfícies, além de evitar o contato direto entre crianças e pessoas com sintomas gripais. “A prevenção ainda é a melhor estratégia. O vírus pode parecer inofensivo, mas causa complicações graves, principalmente em bebês e idosos”, destaca Patrícia.


Hospitais públicos e privados têm registrado aumento nas internações por bronquiolite, com leitos pediátricos lotados em estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul. A expectativa é de que os casos continuem em alta até o fim do período de maior circulação viral, entre abril e setembro. O Ministério da Saúde anunciou o reforço de campanhas de conscientização e a ampliação da vigilância epidemiológica para conter o avanço da doença.


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