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Brasil vai negociar tarifas com os Estados Unidos para aliviar impacto sobre exportações


O governo brasileiro iniciou tratativas com os Estados Unidos para rever tarifas elevadas aplicadas a produtos nacionais, após o aumento médio de cerca de 40% sobre algumas categorias de exportação. A decisão foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou ao Ministério das Relações Exteriores e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que coordenem as negociações diretamente com autoridades americanas.


A medida busca evitar perdas significativas para exportadores brasileiros, especialmente dos setores metalúrgico, agrícola e de manufaturados, que enfrentam aumento de custos e risco de perda de mercado. Segundo fontes do governo, o diálogo será conduzido de forma diplomática, mas com ênfase na reciprocidade comercial e na defesa dos interesses nacionais.



“O Brasil não aceita barreiras injustificadas. Vamos buscar um entendimento que preserve o comércio justo e o crescimento mútuo”, afirmou um porta-voz do Palácio do Planalto.


As tarifas impostas pelos EUA vêm sendo justificadas por razões de protecionismo industrial e segurança nacional, principalmente no setor de metais e produtos de base. No entanto, analistas avaliam que as medidas afetaram diretamente o fluxo de exportações brasileiras, que somaram mais de US$ 36 bilhões para o mercado norte-americano em 2024.


Especialistas também apontam que o Brasil deve tentar articular apoio de outros países latino-americanos impactados pelas mesmas medidas, a fim de reforçar sua posição nas negociações.


O governo espera alcançar um acordo até o primeiro trimestre de 2026, com possibilidade de redução gradual das tarifas e compensações para os setores mais afetados.



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