Brasil terá internet via satélite de rival chinesa da Starlink a partir de 2026
- edufribeiro07
- 17 de dez. de 2025
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O Brasil passará a contar, a partir do primeiro semestre de 2026, com serviços de internet via satélite fornecidos pela empresa chinesa SpaceSail, que opera uma constelação de satélites de órbita terrestre baixa. A iniciativa foi confirmada pelo governo brasileiro e integra acordos de cooperação tecnológica firmados com a China, ampliando as opções de conectividade no país, especialmente em regiões remotas e de difícil acesso. A entrada da SpaceSail no mercado nacional surge como alternativa direta à Starlink, empresa controlada pelo bilionário Elon Musk.
A SpaceSail atua no segmento de satélites de baixa órbita, tecnologia que permite oferecer internet de alta velocidade e baixa latência em locais onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente. Segundo informações divulgadas, o foco inicial da operação no Brasil será atender áreas rurais, comunidades isoladas, regiões da Amazônia e localidades com histórico de exclusão digital. A empresa pretende utilizar sua rede de satélites já em operação e expandir gradualmente a cobertura conforme a demanda e os acordos regulatórios.
O governo brasileiro avalia que a chegada de um novo fornecedor internacional fortalece a soberania digital do país e reduz a dependência de um único operador no segmento de internet via satélite. Autoridades destacam que a diversificação de parceiros tecnológicos é estratégica para ampliar a conectividade em políticas públicas voltadas à educação, saúde, monitoramento ambiental e segurança em áreas remotas. A cooperação com a SpaceSail faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas para acelerar a inclusão digital no território nacional.
Especialistas do setor apontam que a entrada da empresa chinesa tende a aumentar a concorrência no mercado de conectividade via satélite, o que pode resultar em redução de custos e ampliação de ofertas para consumidores, empresas e órgãos públicos. A disputa com a Starlink, que já atua no Brasil, deve estimular investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica e qualidade de serviço. A presença de múltiplos operadores também pode ampliar a capacidade de atendimento em situações emergenciais e em projetos de grande escala.
Do ponto de vista geopolítico, a iniciativa reflete o avanço da China no setor espacial e de telecomunicações, consolidando sua presença em mercados estratégicos da América Latina. Analistas observam que acordos dessa natureza envolvem debates sobre regulação, segurança da informação e interoperabilidade tecnológica, temas que devem ganhar destaque à medida que o serviço se aproxima do início das operações. O governo brasileiro afirmou que a atuação da SpaceSail seguirá todas as normas nacionais de telecomunicações e proteção de dados.
A expectativa é que, até 2026, os trâmites regulatórios estejam concluídos e a infraestrutura necessária esteja pronta para o início do serviço comercial. Com a chegada da SpaceSail, o Brasil amplia seu leque de soluções para conectar populações historicamente excluídas do acesso à internet, reforçando a estratégia de transformação digital e consolidando o país como um dos principais mercados de internet via satélite da região.





