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Brasil Ganha Destaque no Salão do Chocolate de Paris com Produção da Amazônia


O Brasil brilhou no Salão do Chocolate de Paris 2025, um dos eventos mais prestigiados do setor no mundo, reunindo mais de 200 expositores de 40 países. As marcas Cacau do Xingu e Amazônia Bean to Bar foram premiadas na categoria “Origem Sustentável e Inovação”, colocando o cacau brasileiro entre os mais respeitados da atualidade.


A Cacau do Xingu, com sede no Pará, foi reconhecida pelo uso de sistemas agroflorestais regenerativos, que integram cacau, banana, açaí e outras espécies nativas em áreas antes degradadas. Já a Amazônia Bean to Bar, com fábrica em Belém, destacou-se pelo trabalho direto com comunidades ribeirinhas e povos indígenas, garantindo rastreabilidade completa da cadeia produtiva — do cultivo ao tablete final.


O júri internacional destacou o perfil sensorial do cacau amazônico, com notas frutadas, florais e ligeiramente amadeiradas, considerado um dos mais complexos do mundo. Esse reconhecimento marca um salto importante para o Brasil, que hoje é o 6º maior produtor de cacau, mas busca se consolidar como potência em chocolates premium de origem controlada.


Durante o evento, o estande brasileiro — organizado pela ApexBrasil e pela Associação Bean to Bar Brasil — apresentou degustações técnicas, palestras sobre impacto social, preservação da floresta e comércio justo, além de discutir estratégias para inserir o cacau amazônico em mercados gourmet da Europa e Ásia.

“O cacau brasileiro está se tornando um símbolo de biodiversidade e sabor. Cada barra conta uma história de floresta viva e de economia que respeita o meio ambiente”, declarou Luiza Martins, representante da ApexBrasil.

Especialistas afirmam que o reconhecimento também impulsiona o turismo gastronômico na Amazônia, atraindo visitantes interessados em conhecer fazendas de cacau e vivenciar o processo artesanal de produção — do fruto ao chocolate.


A tendência do “chocolate com propósito” deve se fortalecer nos próximos anos, com consumidores europeus e americanos cada vez mais atentos à origem, impacto social e pegada ecológica de seus produtos.

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