Brasil atinge dez anos sem raiva humana transmitida por cães com forte investimento em imunização
- edufribeiro07
- 1 de out. de 2025
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O Brasil acaba de completar 10 anos sem registrar casos humanos de raiva transmitida por cães, um marco histórico na saúde pública do país. A conquista reflete uma política consistente e integrada que combina vacinação massiva de cães e gatos, vigilância epidemiológica, distribuição gratuita de vacinas e soros antirrábicos, além de resposta rápida a eventuais focos.
Entre 2023 e 2025, o Ministério da Saúde investiu aproximadamente R$ 231 milhões por ano para sustentar essa estratégia preventiva, garantindo que animais domésticos em todo o território nacional fossem incluídos nas campanhas regulares de imunização. Esse esforço contínuo fortaleceu a vigilância, construiu redes de controle e preparou os serviços para detectar e responder prontamente a qualquer suspeita de reintrodução da doença.
O último caso humano de raiva transmitida por cão foi registrado em 2015, no Mato Grosso do Sul, em região de fronteira com a Bolívia. Desde então, nenhuma ocorrência foi oficialmente confirmada. A eliminação desse tipo de transmissão humana indica maturidade do sistema, mas não permite relaxamento: os mecanismos de vigilância devem permanecer ativos e a vacinação animal precisa continuar sistemática.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, comemorou o marco e anunciou que em 2026 será apresentado à Organização Mundial da Saúde (OMS) um dossiê nacional para certificar a eliminação da raiva humana por cães no território brasileiro. Isso representará não apenas reconhecimento simbólico, mas também credibilidade internacional às estratégias do SUS.
Especialistas alertam que o sucesso só foi possível porque o Brasil uniu campanhas sistemáticas de animais, conscientização social e estrutura de resposta rápida a casos suspeitos. Também destacam que regiões isoladas exigem atenção: mantê-las sob vigilância é essencial para evitar reintroduções importadas ou casos silenciados.
Esse marco reforça que a saúde pública brasileira pode alcançar resultados emblemáticos e serve de base para replicar estratégias similares em outras doenças zoonóticas especialmente em um contexto de “Uma Só Saúde”, que relaciona saúde humana, ambiental e animal.





