Brasil aposta em IA para tornar rede elétrica mais inteligente
- Cauã Costa
- 19 de out. de 2025
- 2 min de leitura

O setor elétrico brasileiro está passando por uma transformação tecnológica significativa com o uso de inteligência artificial (IA), big data e automação preditiva. Grandes empresas como Eletrobras, Neoenergia e CPFL Energia lideram essa revolução, com projetos que visam reduzir falhas, otimizar a operação das redes e preparar o sistema para uma transição energética mais sustentável.
A CPFL Energia, por exemplo, deu início à implantação de medidores inteligentes em larga escala — parte de um investimento de mais de R$ 1,2 bilhão até 2027. Esses equipamentos permitem leitura remota de consumo, detecção automática de interrupções e reconexão rápida, além de ajudar os consumidores a monitorarem o uso em tempo real.
A Eletrobras, por sua vez, ampliou sua parceria estratégica com a americana C3 AI, implementando soluções baseadas em aprendizado de máquina para prever falhas em transformadores e linhas de transmissão. O sistema analisa milhões de dados operacionais e ambientais, gerando alertas antecipados que evitam apagões e reduzem custos de manutenção.
Já a Neoenergia vem aplicando IA em seus centros de operação integrados, utilizando algoritmos para otimizar o despacho de energia, identificar sobrecargas e priorizar manutenções preventivas. A empresa também desenvolve pilotos de IA generativa para automatizar relatórios técnicos e simulações de carga.
Essas iniciativas fazem parte de um plano mais amplo de modernização da infraestrutura elétrica brasileira, apoiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que incentiva o uso de tecnologias digitais em redes inteligentes (smart grids). A expectativa é que, até 2030, mais de 70% das residências brasileiras estejam conectadas a sistemas automatizados de medição e controle.
Além da eficiência operacional, o uso de IA deve favorecer a integração de fontes renováveis — como solar e eólica —, tornando o sistema mais flexível diante da variabilidade de geração. Especialistas apontam que a digitalização do setor é essencial para garantir segurança energética, redução de perdas e cumprimento das metas climáticas do Brasil.





