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Black Friday 2025: apenas 14% das empresas brasileiras usam IA avançada para vendas


A menos de dois meses da Black Friday, um dado acende o alerta para o varejo nacional: apenas 14% das empresas brasileiras estão nos estágios mais avançados de uso de inteligência artificial (IA) para impulsionar vendas, segundo o índice gMataAI. Em um dos períodos mais competitivos do ano, essa baixa adoção pode significar tanto a perda de faturamento quanto a oportunidade desperdiçada de criar um relacionamento duradouro com o consumidor. 


A IA já oferece soluções concretas para virar o jogo: personalização de ofertas em tempo real, chatbots e assistentes virtuais para atendimento imediato, precificação dinâmica baseada em algoritmos e análises comportamentais que antecipam tendências. Essas aplicações permitem transformar o pico de vendas em fidelização e recorrência e não apenas em lucro imediato. 


Segundo Gabriel Carlini, especialista em marketing digital e CEO da Agência FG, a Black Friday não pode mais ser encarada somente como uma batalha de descontos. “O consumidor atual é muito mais imediatista e a IA responde diretamente a essa necessidade, reduzindo o tempo de decisão de compra ao antecipar o que o cliente busca. Um chatbot com agente de IA bem treinado, por exemplo, não é apenas um robô, é a solução para a ansiedade do cliente e pode aumentar a conversão em 23%. Da mesma forma, a precificação dinâmica permite ajustar valores em tempo real, maximizando a margem sem perder competitividade”, explica. 


Se antes o processo de compra envolvia múltiplas etapas - incluindo descoberta, consideração, avaliação, intenção e só então a compra - hoje a IA generativa, por meio de buscadores e chatbots inteligentes, oferece respostas completas, personalizadas e acompanhadas de sugestões de produtos, comparativos e reviews em segundos. O resultado é um caminho mais curto entre a intenção e a decisão final, com menos pontos de contato e maior taxa de conversão. 


Com isso, o comportamento do consumidor também muda. Ele realiza buscas mais objetivas e conversacionais, confia em respostas automatizadas e toma decisões mais rapidamente. Na prática, a IA atua como uma curadora inteligente, conectando necessidades a soluções de forma precisa. 


Para se manterem competitivas neste cenário, as marcas precisam adaptar sua estratégia digital. Otimizar conteúdos para buscas por intenção, investir em SEO conversacional, estruturar sites para interação com IA e implementar recomendações e atendimentos inteligentes são alguns dos caminhos estratégicos. 


“Empresas que implementarem IA antes da Black Friday vendem mais em novembro e constroem uma base de clientes recorrentes para 2026. A tecnologia está acessível, o que falta é estratégia”, conclui Carlini.


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