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Bioestimuladores de colágeno ganham espaço além da estética no cuidado pós-câncer


O Outubro Rosa é um período dedicado à conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também convida à reflexão sobre o que acontece após o tratamento. A fase de recuperação física e emocional exige atenção especial, principalmente em relação à pele, que costuma sofrer alterações significativas após sessões de quimioterapia e radioterapia. Muitas mulheres relatam ressecamento, flacidez e perda de elasticidade, marcas que afetam não apenas o corpo, mas também a autoestima e o bem-estar.



Nos últimos anos, os bioestimuladores de colágeno vêm ganhando destaque na dermatologia como aliados importantes no cuidado pós-oncológico. Ao contrário dos preenchedores tradicionais, que promovem resultados imediatos, esses compostos atuam de forma gradual, estimulando os fibroblastos células responsáveis pela produção de colágeno a restaurar a estrutura natural da pele. O resultado é uma melhora progressiva na firmeza, na textura e na hidratação, com aspecto natural e saudável.


Segundo a Dra. Danuza Alves, médica com 15 anos de experiência em estética médica e saúde da mulher e diretora da Clínica Leger Porto Alegre, a pele de pacientes que passaram por tratamentos oncológicos tende a ficar mais sensível e com menor capacidade de regeneração. “Após o câncer, a pele costuma ficar mais fina, frágil e desidratada. Os bioestimuladores são uma boa alternativa nesses casos, desde que haja liberação do oncologista. Eles fortalecem a estrutura cutânea, estimulam o colágeno e melhoram a resistência do tecido”, explica.


A médica ressalta que existem diferentes tipos de substâncias com essa função, como a hidroxiapatita de cálcio, presente em produtos como o Harmonize Gold, que tem se mostrado eficaz na recuperação da firmeza e elasticidade da pele. “Quando bem indicado, o protocolo oferece resultados graduais e naturais, sem comprometer a saúde da paciente”, complementa.


Estudos clínicos publicados na revista Dermatologic Surgery confirmam a eficácia dos bioestimuladores à base de hidroxiapatita de cálcio. As pesquisas indicam que, entre seis e doze semanas após o início do tratamento, a maioria das pacientes apresenta melhora visível da textura e da uniformidade da pele. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reconhece oficialmente o uso desses produtos como parte dos protocolos de regeneração cutânea em pacientes que perderam colágeno devido ao envelhecimento ou a procedimentos médicos intensos.


Na prática, o tecido tratado ganha mais sustentação e uniformidade, reduzindo a flacidez e o aspecto irregular deixado por cirurgias ou terapias oncológicas. Além disso, a melhora da hidratação ajuda a amenizar o desconforto causado pelo ressecamento comum após radioterapia. Quando aplicados de forma planejada e com acompanhamento médico, esses procedimentos oferecem ganhos não apenas estéticos, mas também funcionais, contribuindo para a reconstrução da autoestima das pacientes.


Embora o Outubro Rosa tenha como foco o câncer de mama, os mesmos princípios se aplicam a pacientes que enfrentaram outros tipos de câncer, especialmente quando há perda de colágeno e alteração do tecido cutâneo. O acompanhamento dermatológico é fundamental para determinar o momento ideal de iniciar o tratamento e garantir segurança no processo de regeneração da pele.


O avanço dos bioestimuladores representa uma nova fronteira para a dermatologia moderna, que vai além da estética e se consolida como aliada no cuidado integral à saúde da mulher. Mais do que um recurso de beleza, trata-se de uma ferramenta de reabilitação e acolhimento, que devolve conforto, confiança e qualidade de vida às pacientes em fase de recuperação.



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