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Bebê supera diagnóstico gravíssimo e deixa UTI neonatal em Feira de Santana

  • há 13 horas
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Bebê salvo sem sequelas. Foto: Divulgação.
Bebê salvo sem sequelas. Foto: Divulgação.


Ao celebrar nove anos de atividade, a UTI Neonatal (UTINEO) do Hospital Mater Dei EMEC, em Feira de Santana, registrou uma grande vitória para a medicina intensiva: a iminente alta de um recém-nascido que superou um quadro grave de hipertensão pulmonar persistente. Mesmo diante do alto risco de mortalidade da condição, o bebê se recupera sem nenhuma sequela neurológica ou pulmonar após receber um tratamento de alta complexidade. O sucesso do caso reforça a urgência de descentralizar os serviços neonatais avançados, levando o atendimento de ponta para além das capitais brasileiras.


Considerada um dos maiores desafios da UTI pediátrica, a hipertensão pulmonar persistente neonatal ocorre quando os vasos pulmonares continuam contraídos após o nascimento. Esse quadro impede a oxigenação adequada do sangue, podendo evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave e morte, o que exige suporte tecnológico avançado e decisões rápidas de uma equipe especializada.


Diante da hipoxemia refratária e da saturação criticamente baixa do recém-nascido atendido em Feira de Santana, a equipe adotou um protocolo de vanguarda na terapia intensiva neonatal. O tratamento envolveu ventilação mecânica invasiva com respiradores microprocessados de última geração, garantindo ajustes finos imediatos e modalidades de proteção pulmonar.


Entre os recursos terapêuticos empregados estiveram o óxido nítrico inalatório — considerado padrão-ouro no tratamento da hipertensão pulmonar neonatal —, além de medicamentos específicos e nutrição parenteral. O acompanhamento contou, ainda, com atuação contínua de equipe multidisciplinar formada por neonatologistas, fisioterapeutas, enfermeiros especializados, farmacêuticos e nutricionistas.

“O desfecho favorável em um caso de hipoxemia refratária tão severa representa uma conquista clínica extremamente expressiva. Estamos falando de um paciente que chegou em condição crítica e evolui agora para alta sem sequelas identificadas”, afirma o diretor técnico do Hospital Mater Dei EMEC, Samir Nahass.

Segundo ele, o caso simboliza o amadurecimento da assistência neonatal de alta complexidade no interior baiano. “Completar nove anos significa ter construído uma estrutura capaz de responder às situações mais críticas da população do interior da Bahia, com qualidade assistencial compatível à dos grandes centros hospitalares do país”, destaca.


A UTINEO do hospital recebe pacientes transferidos de diversos municípios que não possuem estrutura equivalente para suporte neonatal avançado. Integrante da Rede Mater Dei de Saúde, a unidade opera com protocolos assistenciais rigorosos, processos de acreditação e foco em segurança do paciente, rastreabilidade e melhoria contínua da qualidade do cuidado.


Para Nahass, a experiência também reforça um desafio estrutural da saúde pública brasileira. “Historicamente, muitas famílias do interior precisavam recorrer a transferências para Salvador ou até para outros estados em busca desse nível de assistência. A ampliação da alta complexidade fora das capitais ajuda a reduzir distâncias, riscos e tempo de resposta”, afirma.


Além do aparato tecnológico, o médico destaca o peso do fator humano no resultado alcançado. “Em neonatologia intensiva, cada minuto importa. Tecnologia, competência técnica e cuidado humanizado precisam caminhar juntos para que histórias como essa tenham um final feliz”, conclui.


 
 
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