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Bares e restaurantes enfrentam pressão com fim da escala 6x1 e falta de pessoal

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Acacio Sacerdote. Foto: Divulgação.
Acacio Sacerdote. Foto: Divulgação.

Com a discussão sobre o fim da escala 6x1 e o desafio crônico de encontrar profissionais qualificados, o setor de alimentação fora do lar vive um momento decisivo. Em Salvador, o coração pulsante do turismo e da gastronomia baiana, a busca por talentos virou uma verdadeira corrida contra o tempo. Foi exatamente para resolver essa dor que surgiu a Food RH: uma solução especializada em recrutamento e gestão de pessoas criada pelo Grupo Food Qualy.


Fruto da sinergia entre a expertise em food service do Grupo Food Qualy e a especialidade em gestão de pessoas da Recriarh, a nova solução chega ao mercado sob a liderança de Fabíola Reis, especialista em RH Estratégico. Segundo a CEO, o cenário atual exige transformações profundas: "O desafio vai muito além de preencher vagas. Atrair e reter talentos hoje depende de cultura organizacional, desenvolvimento de lideranças e qualidade nas relações de trabalho. Como os profissionais estão mais criteriosos, os empregadores precisam mudar de postura."


Lançada em um cenário desafiador, a ação responde a uma crise de mão de obra no setor. De acordo com a Abrasel, a escassez de profissionais afeta 88% dos estabelecimentos, resultando em um déficit de aproximadamente 500 mil postos de trabalho no Brasil. Para agravar o quadro, debates atuais como o fim da jornada 6x1 forçam as lideranças a repensarem urgentemente a gestão de suas equipes.


Diante disso, Acácio Sacerdote, CEO do Grupo Food Qualy, pontua que velhos conhecidos do setor ganharam um peso muito maior. “Desafios como a alta rotatividade e o desgaste das equipes migraram da esfera operacional para o centro da estratégia de sustentabilidade das empresas.” Segundo Sacerdote, as maiores dificuldades dos estabelecimentos hoje estão na falta de critérios claros na seleção e na escassez de profissionais preparados para funções-chave, que vão da cozinha à gerência e ao atendimento.


A discussão ganhou ainda mais relevância diante das mudanças nas relações de trabalho. A Abrasel estima que uma eventual substituição obrigatória da escala 6x1 por modelos mais reduzidos poderia elevar os custos de mão de obra em cerca de 20% em bares e restaurantes, aumentando a pressão sobre contratações e retenção de talentos.

 

Para Sacerdote, independentemente do formato que venha a ser adotado, o setor precisará investir cada vez mais em gestão de pessoas. “O empresário que continuar enxergando o RH apenas como um departamento burocrático vai ficar para trás. Hoje, a área de pessoas é estratégica para a sustentabilidade do negócio, principalmente em segmentos intensivos em mão de obra como bares, restaurantes, cafeterias e hotéis”, destaca.

 

Entre os serviços oferecidos pela Food RH estão Análise de Necessidades e Elaboração do Perfil, Divulgação de Vagas, Triagem e Seleção de Currículos, Entrevistas e Avaliação de Candidatos e Suporte na Negociação e Contratação. A expectativa é atender desde pequenos negócios independentes até grupos gastronômicos e redes de alimentação que enfrentam dificuldades para montar e manter equipes qualificadas.


 
 
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