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Bahia discute regulação hídrica e tecnologia para água salobra no campo

  • 28 de mai.
  • 2 min de leitura
Foto: Manuela Cavadas.
Foto: Manuela Cavadas.

A viabilização de poços com água salobra para a irrigação agrícola foi um dos temas centrais do 6º Fórum Estadual dos Gestores Municipais da Agropecuária da Bahia (Feagri), promovido pela SEAGRI em Salvador. Na ocasião, palestras abordaram tanto a inovação tecnológica quanto as políticas de outorga hídrica essenciais para o setor.


O destaque tecnológico foi o sistema israelense Alvatec, que utiliza um processo de energização para tratar a água. Apresentado pelo consultor Luiz de Mestayne, o equipamento dissolve sais e minerais (como cálcio e magnésio), convertendo recursos antes considerados inutilizáveis em água própria para o manejo agrícola — uma solução que já vem sendo aplicada com sucesso em propriedades baianas. “Essa tecnologia pode mudar a realidade de produtores. O mais importante é que ela já está em uso na Bahia, com resultados comprovados no campo”, afirmou Luiz de Mestayne, consultor em agricultura irrigada.


A segunda palestra tratou do lado regulatório: a política de outorga hídrica no estado da Bahia. Para o diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA), Eduardo Topázio, o instrumento não é uma restrição — mas uma ferramenta de equilíbrio da gestão do uso da água. "O objetivo da outorga não é impedir o uso da água, mas equilibrar esse uso e garantir o direito de todos", afirmou Topázio.


Segundo ele, a legislação estadual estabelece normas técnicas para captação hídrica. No caso das águas subterrâneas, o controle é feito com base no nível dos aquíferos, e o uso pode ser suspenso temporariamente quando há redução excessiva. Topázio acrescentou que a água é um bem público e que o Estado atua como mediador em conflitos entre usuários. Os comitês de bacias hidrográficas funcionam como espaços de negociação para soluções equilibradas entre produtores e coletividade.


 
 
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