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Anvisa proíbe comercialização de produtos com adoçante alulose no Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de alimentos e suplementos que contenham o adoçante alulose no Brasil. A decisão foi divulgada nesta semana e tem como base a ausência de autorização prévia para o uso da substância no país, além da falta de comprovação suficiente sobre sua segurança para o consumo humano. Com a medida, produtos que utilizem o ingrediente não podem ser fabricados, importados ou vendidos em território nacional.

Segundo a Anvisa, a alulose não consta na lista de aditivos alimentares autorizados no Brasil, o que torna irregular qualquer produto que utilize o adoçante em sua composição. A agência destacou que, para que um novo ingrediente seja liberado para consumo, é necessário um processo formal de avaliação, com apresentação de estudos científicos que comprovem segurança, eficácia e ausência de riscos à saúde da população.

O adoçante vinha sendo utilizado principalmente em produtos voltados ao público que busca redução de açúcar, como suplementos alimentares, alimentos funcionais e itens destinados a dietas de controle glicêmico. Apesar de ser autorizado em alguns países, a Anvisa reforça que decisões regulatórias no Brasil seguem critérios próprios, baseados em análises técnicas e científicas conduzidas por seus especialistas.

A proibição determina que empresas responsáveis por produtos com alulose devem suspender imediatamente a comercialização e adotar medidas para adequação às normas sanitárias vigentes. O descumprimento da decisão pode resultar em penalidades, incluindo multas, apreensão de produtos e outras sanções administrativas previstas na legislação sanitária.

Especialistas em segurança alimentar avaliam que a decisão reforça o papel da Anvisa na proteção da saúde pública, especialmente diante do crescimento do mercado de produtos com apelo funcional e dietético. O uso de ingredientes sem autorização adequada pode representar riscos desconhecidos ao consumidor, principalmente quando há consumo frequente ou prolongado.

A Anvisa informou que a eventual liberação futura da alulose dependerá da apresentação de estudos técnicos robustos por parte das empresas interessadas. Até que isso ocorra, a agência orienta que consumidores fiquem atentos aos rótulos dos produtos e evitem o consumo de itens que contenham o adoçante de forma irregular.




 
 
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