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A exposição solar contínua ao longo dos anos acelera o envelhecimento precoce da pele

há 1 hora
3 min de leitura
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Envelhecer faz parte da vida, mas a velocidade com que a pele revela os sinais da passagem do tempo pode ser influenciada por fatores externos. Entre eles, a exposição acumulada a radiação ultravioleta tem papel importante. E o efeito não aparece necessariamente de uma hora para outra: manchas, perda de elasticidade, rugas e linhas finas podem ser resultado de anos de exposição.


Mais de uma década depois de um estudo que mostrou 24% menos envelhecimento entre pessoas que usavam protetor solar diariamente, novas evidências continuam reforçando a importância da fotoproteção na prevenção do fotoenvelhecimento, o estudo publicado no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology que acompanhou 290 mulheres brasileiras durante um ano. No levantamento, parte das participantes manteve sua rotina habitual de cuidados, enquanto outro grupo passou a aplicar protetor solar duas vezes ao dia. Após o período de acompanhamento, o grupo que utilizou o protetor solar apresentou menor progressão de diferentes sinais de envelhecimento.

Os estudos demonstram que o protetor solar pode fazer parte de uma estratégia de preservação da pele ao longo dos anos. “Envelhecer é um processo natural e não deve ser encarado como algo que precisamos impedir. O que podemos fazer é reduzir a influência de fatores externos que aceleram o aparecimento de alguns sinais. A exposição solar acumulada é um deles, por isso a proteção solar diária é uma medida importante de cuidado a longo prazo”, explica a dermatologista Vanessa Perusso, parceira de Helioderm.


Uma das características do fotoenvelhecimento é justamente o acúmulo dos danos ao longo do tempo. A exposição a radiação ultravioleta pode contribuir para alterações na estrutura e na aparência da pele, favorecendo o surgimento de manchas, rugas, linhas finas e perda de elasticidade.


Por isso, não é apenas a exposição intensa e ocasional que merece atenção. Caminhadas, deslocamentos, atividades ao ar livre e até o tempo passado próximo a janelas também fazem parte da exposição cotidiana. “É comum associarmos o sol apenas a momentos de lazer, mas a exposição acontece diariamente. Quando pensamos em envelhecimento da pele, é importante considerar justamente esse efeito acumulado ao longo dos anos”, afirma Vanessa.


Quando os primeiros sinais de envelhecimento aparecem, é comum buscar produtos e tratamentos para tentar amenizá-los. A proteção solar, porém, atua em outra frente: a prevenção. “O cuidado com a pele não deveria começar apenas quando os sinais já estão visíveis. Ela precisa ser uma medida preventiva e deve acompanhar a rotina desde cedo, principalmente nas áreas que ficam expostas”, orienta a dermatologista.


Além do rosto, regiões como pescoço, colo, mãos e braços também merecem atenção sempre que estiverem descobertas. Chapéus, roupas, óculos de sol, busca por sombra e evitar exposição prolongada nos períodos de maior intensidade da radiação também complementam a proteção.


Além de incorporar o uso do protetor solar na rotina, a escolha de produtos que contemplam nas formulações diferentes ativos, pode complementar os cuidados diários com a pele. “O ativo hialurônico, por exemplo, é conhecido por auxiliar na hidratação da pele, enquanto a vitamina E possui ação antioxidante e a niacinamida pode contribuir para a manutenção da barreira cutânea. Quando temos a junção de todos esses ativos em um único produto aliado a proteção solar, a rotina de skincare fica muito mais saudável”, comenta especialista.


Para que a proteção faça parte da rotina, a especialista reforça que a escolha do produto deve considerar as características individuais da pele e o nível de exposição. O FPS é um dos fatores a serem observados, assim como a reaplicação também é importante ao longo do dia, especialmente em situações de suor intenso, contato com a água ou exposição prolongada ao sol.


“Não adianta pensar no protetor apenas quando vai a praia ou a piscina. A proteção mais efetiva é aquela que conseguimos incorporar a rotina e manter de forma consistente”, finaliza Vanessa.


 
 
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